O que é o
H3N2?
O H3N2 é um subtipo
do vírus da influenza A, responsável pelo maior surto de gripe nos
EUA nos últimos anos, com mais de 47 mil pessoas infectadas. Recentemente,
chegou no Brasil e chamou a atenção das autoridades da saúde.
Originalmente, o H3N2 não é
um vírus que afeta humanos, sendo mais comum em espécies como aves e suínos.
Contudo, a transmissão entre pessoas é possível. Dessa forma, fica conhecido
como vírus variante.
O nome H3N2 corresponde aos
dois tipos de proteína em sua superfície de revestimento, sendo elas a
hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N).
Apesar de já se ter histórico
de casos da doença, em 2018 o vírus se mostrou uma ameaça maior. No Brasil, até
então, já se tem registro de mortes provocadas pela condição.
De acordo com a Secretaria de
Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, até o momento, o vírus está
circulando em 13 estados brasileiros e já provocou mais de 50 casos de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SARS, em inglês).
Em crianças e idosos o vírus
se torna mais preocupante, mas deve ser prevenido por todas as pessoas,
especialmente as que pertencem aos grupos de risco da doença, como mulheres
grávidas, gestantes, trabalhadores da saúde e indígenas, por exemplo.
Por ser uma gripe sazonal, a
campanha de vacinação se prepara para atender a população para que esteja
prevenida durante os meses em que a doença tem maior incidência, entre maio e
setembro.
Os sintomas da H3N2 são
comuns ao da influenza A H1N1. É uma doença que possui tratamento e cura.
Contudo, pode apresentar complicações sérias de saúde e levar à morte.
Continue a leitura para saber
um pouco mais sobre esse vírus e os riscos que ele apresenta. Boa leitura!
Influenza
A
Os vírus da influenza A, de
agente etiológico Myxovirus influenzae, são os únicos capazes de
provocar epidemias anuais frequentes e, em menor proporção, pandemias.
São capazes de atingir todas
as faixas etárias em um curto período de tempo, característica possível devido
ao seu grande poder de variabilidade e adaptação.
Por possuir material genético
de natureza fragmentada, o vírus passa por várias mutações durante a fase de
replicação. Nesse processo, as proteínas da superfície (hemaglutinina e
neuraminidase) se modificam.
As mutações que o vírus
influenza sofre acontecem de forma independente. Como consequência, uma
variante do vírus pode passar a circulação entre a população e causar a doença,
uma vez que a imunidade não está preparada para uma nova cepa.
Diferença
entre H3N2 e H1N1
O H3N2 e o H1N1 são subtipos
do vírus da Influenza A, sendo os mais prevalentes em casos da doença. Em anos
anteriores, quando se teve relatos de surtos da gripe, a causa era
significativamente provocada pelo subtipo H1N1.
Recentemente, o quadro mudou
e o número de casos da doença se tornou muito maior pelo subtipo de H3N2.
Contudo, apesar das inúmeras variações que esses vírus podem sofrer, ambos são
capazes de causar grandes epidemias e mortes.
Sendo assim, a única
diferença é a de que pertencem a cepas distintas, isto é, vírus de diferentes
estirpes que descendem de um mesmo tipo, no qual compartilham de semelhanças
morfológicas ou fisiológicas.
É importante saber que o
H3N2, nos últimos anos, vem sofrendo alterações antigênicas e que essas
mutações podem ocorrer durante uma temporada de gripe.
Essas variações podem levar a
uma atualização dos componentes vacinais anuais previstos. Por conta disso, até
mesmo pessoas que foram vacinadas podem apresentar a gripe e complicações
relacionadas ao vírus.
Síndrome
Respiratória Aguda Grave
A Síndrome Respiratória Aguda
Grave, ou SRAG e SARS (em inglês), é uma síndrome respiratória
transmissível provocada por um coronavírus.
Os sintomas são semelhantes
aos da gripe, mas nesta condição são mais graves. Essa é uma doença que pode
ser provocada também pelo vírus H3N2. No Brasil, em 2018, já foram registrados
alguns casos.
No SRAG, os pacientes podem
se recuperar dentro de uma a duas semanas, sem grandes complicações. Contudo, é
preciso muito cuidado com essa condição. Algumas pessoas podem desenvolver
grande dificuldade respiratória, podendo levar a morte.
São considerados portadores
de SRAG pacientes com influenza que apresentam quadro febril com temperaturas
acima de 38 ºC, tosse e
dispneia, manifestações gastrointestinais, taquipneia, hipotensão ou
qualquer quadro clínico, laboratorial ou radiológico semelhante ao de
broncopneumonia.
Como
acontece a transmissão?
A transmissão do vírus H3N2
ocorre da mesma forma que no H1N1. Acontece, sendo assim, por contato direto
com as secreções das vias respiratórias, de pessoa para pessoa ou
por contato indireto com uma superfície em que a pessoa infectada depositou o
vírus.
No trato respiratório do
infectado, os vírus se replicam nas células epiteliais colunares e se misturam
as secreções. Através da tosse, espirro ou fala, se espalham por essas pequenas
partículas de aerossol.
A entrada do vírus em nosso
organismo se dá pela boca, olhos e nariz. Também pode acontecer pelo contato
com objetos de pessoas infectadas ou superfícies em que o vírus se alojou.
Nesse aspecto, é importante
tomar cuidado, pois o vírus pode sobreviver por 24 a 48 horas fora de um organismo
vivo. Assim, se torna indispensável a higienização de superfícies como teclados
de computador, maçanetas e mesas compartilhadas no trabalho.
Questões relacionadas ao
ambiente também interferem na transmissão da doença. Em lugares em que a
umidade relativa do ar é menor, maior será a chance de transmissão do vírus,
devido ao clima seco.
Quando já instalado no trato
respiratório do paciente, o período de incubação do vírus é bem curto, durando
entre 1 a 4 dias.
De modo geral, a transmissão
ocorre a partir de 1 dia antes do início dos sintomas até 7 dias após os
primeiros sinais.
O seu período de
transmissibilidade, no entanto, pode variar de acordo com a idade e condição
clínica do paciente. Em crianças e imunossuprimidos, por exemplo, essa janela
pode ser muito maior.
Uma única pessoa infectada é
capaz de transmitir a doença para um número muito grande de pessoas e, assim,
espalhar o vírus e aumentar o risco de uma epidemia.
Grupos de
risco
Esse tipo de vírus pode
atingir todas as pessoas, de um modo geral, mas existem alguns grupos que são
classificados como de maior risco.
No Brasil, por exemplo,
existem alguns grupos que devem ser vacinados como prioritários, de acordo com
o Ministério da Saúde. Conheça quais são:
Crianças de 6 meses a 5 anos
Crianças correm um risco
maior em relação a doenças transmissíveis, e com a influenza A não é diferente.
Elas devem sempre seguir corretamente o calendário de vacinação para que
estejam protegidas em possíveis surtos da doença.
Essa faixa etária,
especificamente, está relacionada justamente a este fator, onde se inicia as
doses da vacina contra o vírus.
Idosos acima de 60 anos
Pessoas com idade acima de 60
anos devem ser orientadas a vacinação, para se prevenirem de doenças virais
como a influenza A. Nessa faixa, tida como grupo de risco, as complicações
podem ser mais graves.
Gestantes
Mulheres grávidas devem tomar
um cuidado maior em relação ao vírus H3N2 da influenza A, pois essa doença pode
provocar complicações maiores na gestação.
Durante esse período, o corpo
está passando por diversas mudanças nos sistemas imunológico, circulatório e
pulmonar. Esses fatores fazem com que as mulheres grávidas se tornem mais
propensas a doença, correndo riscos maiores em casos de infecção, incluindo
necessidade de hospitalização e óbito.
Além disso, não é só a saúde
da mãe que se torna mais frágil, a do bebê também. Assim, a influenza pode
interferir na gestação, incluindo complicações no trabalho de parto ou parto
prematuro.
Puérperas (até 45 dias após o
parto)
Pelos mesmos motivos que
mulheres grávidas estão no grupo de risco dessa doença, estão as mulheres que
se encontram no período pós-parto (puerpério).
Indígenas
Todas as pessoas que
pertencem a população indígena, após os 6 meses de vida, devem receber a
vacina, de acordo com as recomendações de saúde. Elas são consideradas um grupo
de risco diante do vírus.
Professores de rede pública e
privada
Pelo contato direto com salas
de aula e com fatores de risco, os professores da rede pública e privada estão
inclusos dentro do grupo de risco da doença.
Pessoas em situação de cárcere e
funcionários do sistema prisional
Devido as condições desses
ambientes de cárcere, as pessoas se tornam mais propensas a transmissão de
doenças. Como a influenza se espalha por secreções respiratórias, para essas
pessoas esse fator também os colocam como grupo de risco.
Pessoas que apresentam doenças
crônicas
Pessoas que sofrem de
condições crônicas, como doenças cardíacas, renais, hepáticas,
neurológicas, diabetes,
imunossupressão, obesidade;
que passaram por algum transplante; ou são portadores de trissomias, como a
Síndrome de Down, devem tomar maior cuidado com o vírus dessa doença.
A vacina é o fator que mais
contribui na redução de complicações e mortalidade sofridas por esses grupos.
Profissionais ou trabalhadores da
saúde
Pessoas que trabalham em
hospitais ou laboratórios, que podem ter contato com pessoas infectadas ou com
o vírus, estão dentro do grupo de risco por estarem mais suscetíveis a doença.
Não só médicos e equipe de
enfermagem estão inclusos no grupo de risco, como também pessoas que atuam no
atendimento, recepção, seguranças e motoristas de ambulâncias, por exemplo.
Sintomas
do H3N2

Os sinais de gripe não são
novidade para a maioria das pessoas, mas quando se trata da influenza A, é
importante relembrar todos os sintomas atentamente, para se prevenir do subtipo
H3N2 e do já conhecido H1N1.
Entre esses dois subtipos,
não há grandes diferenças entre os sintomas. Eles causam, na maioria dos casos,
os mesmos efeitos no paciente.
No início, quando o vírus
ainda está incubado, o paciente não sente os sintomas e não sabe que está
infectado. Com o alastramento do vírus pelas vias áreas, os sinais iniciais se
manifestam. Essa fase pode levar de um a quatro dias.
A principal característica da
doença é a infecção aguda das vias áreas, com febre acima
de 37 ºC e 38 ºC, sendo mais frequente em crianças. Outros sintomas iniciais
são as dores musculares, dor
de cabeça e cansaço.
Esse sintoma se mostra mais
permanente durante a infecção, onde se tem um declínio após 2 ou 3 dias da
temperatura, normalizando por volta do sexto dia da evolução da gripe.
Quando o paciente está com tosse
seca intensa e nariz escorrendo, o seu corpo já está em uma fase mais avançada
na luta contra os vírus invasores. O ato de tossir e espirrar é uma resposta do
organismo para limpar esses detritos.
Com a percepção destes
sinais, é possível distinguir a gripe de um resfriado comum.
As dores e a febre são um sinal de que o organismo precisa de mais líquidos, pois
o ataque dos anticorpos aos vírus provoca uma maior desidratação.
Nesse processo, é comum que a
urina se torne mais escura e que o paciente sinta uma necessidade menor de
urinar.
Outros sintomas presentes
são:
·
Dor de garganta;
·
Corrimento nasal excessivo (rinorreia);
·
Dor nas articulações (artralgia);
·
Calafrios;
·
Mal-estar;
·
Dor de cabeça (cefaleia);
·
Dores musculares (mialgia);
·
Tosse seca;
·
Fraqueza;
·
Vômito;
·
Diarreia;
·
Fadiga;
·
Vermelhidão nos olhos (hiperemia conjuntival);
·
Rouquidão.
Diante da possibilidade de
ser influenza A, é fundamental que o paciente não ignore os sintomas listados.
Muitas pessoas acabam tendo complicações por não reconhecerem os sinais como
algo importante, interpretando apenas como um resfriado ou gripe comum.
Em crianças, sintomas como
lábios e pele azulados, desidratação, respiração com dificuldade ou muito
acelerada, sonolência, irritabilidade ou febre com erupções cutâneas, devem ser
levadas ao médico de imediato.
As pessoas, de um modo geral,
devem buscar ajuda médica diante de sintomas como vômito, dores no peito, falta
de ar, dores abdominais, tonturas ou confusão repentina.
Se houver suspeita, procure
ajuda médica para receber o diagnóstico adequado e nunca realize a automedicação.
Diagnóstico
Os médicos que podem ajudar o
paciente são o clínico geral, infectologista e pneumologista.
Geralmente, o primeiro contato será com o clínico geral.
Basicamente, o diagnóstico é
feito através de uma amostra de secreção da nasofaringe. Preferencialmente,
essa amostra deve ser coletada durante os três primeiros dias desde o
surgimento dos primeiros sintomas.
Além do exame laboratorial
para identificar a presença do vírus, o médico também deve levar em conta os
sinais da doença, como a febre alta, o sinal mais comum durante os primeiros
dias da gripe.
Tem cura?
Sim, a
influenza A, do subtipo H3N2, tem cura. Apesar de já ter provocado grandes
epidemias e números expressivos de mortes pela doença, a gripe tem tratamento e
pode ser prevenida.
Tratamento
O principal tratamento da
influenza é feito com o uso do antiviral à base de fosfato de Oseltamivir.
Dentro de um quadro ideal, ele deve ser administrado ainda nas primeiras 48
horas após a manifestação dos sintomas da doença e com o diagnóstico
confirmado.
Esse tratamento precoce reduz
as chances de complicações e a mortalidade. Embora algumas pessoas possam
apresentar resistência ao medicamento, geralmente ele demonstra ser eficaz na
recuperação do paciente, no qual a maioria apresenta melhora dos sintomas
dentro de uma semana.
Além da medicação, que deve ser
feita somente sob orientação médica, o paciente pode seguir alguns passos para
melhorar os sintomas:
Repouso
Se tratando de uma doença
transmissível e que deixa o paciente com sintomas que prejudicam suas
atividades do dia a dia, uma das formas de tratar a doença é se manter em
repouso.
Além de acelerar o processo
curativo de seu organismo, a pessoa infectada impede que o vírus continue
circulando e se espalhando. Por exemplo, se você desconfia que está infectado,
procure um médico e fique em casa por alguns dias para melhorar totalmente e
não correr o risco de passar para outras pessoas a doença.
Beber
bastante água
Manter nosso corpo hidratado
é importante sempre, mas quando estamos gripados é algo que faz parte do
tratamento. Quando umedecemos as secreções, estamos deixando mais fácil de
serem expelidas e de eliminarmos o vírus.
Além disso, quando o paciente
está desidratado, os sintomas da doença podem se tornar mais intensos, como a
febre e dores de garganta.
Medicamentos
Durante o tratamento, o médico
pode orientar o paciente a fazer uso de alguns antivirais, para amenizar os
sintomas e reduzir os riscos de complicações.
O efeito dos medicamentos são
mais eficazes quando administrados dentro das primeiras 48 horas desde o início
dos sintomas.
Dentro desse período, a
eficácia dos medicamentos são de 25% a 30% para redução da duração da gripe e
40% para diminuir a gravidade dos sintomas.
Após as 48 horas, cabe ao
médico analisar qual medicamento será o mais benéfico para o paciente.
Em alguns casos, em que o
paciente não apresenta riscos de complicação, pode ocorrer de não ser
recomendado nenhum antiviral.
Os medicamentos disponíveis
para a influenza podem ser encontrados nas opções de medicamento oral, inalado
e intravenoso. São eles:
·
Amantadina;
·
Rapivab;
·
Rimantadina;
Atenção!
NUNCA se
automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um
médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do
tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações
contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de
forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como
recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da
bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.
Convivendo

A influenza não é uma doença
que passa muito tempo com o paciente, digamos assim. Em adultos e crianças
saudáveis, por exemplo, dentro de 1 a 2 semanas já se tem uma melhora do
quadro.
No entanto, durante esses
dias, os sintomas não são nada agradáveis. Para a família, também se torna uma
complicação, pois alguns cuidados devem ser tomados para que não sejam
infectados pelo vírus.
Veja algumas dicas para tornar esse momento
melhor e seguro para todos envolvidos:
Quarto
isolado
Pessoas que estão com alguma
doença transmissível, como é a influenza A, preferencialmente, devem evitar
dividir o quarto. Nem sempre essa medida é possível, mas se for, prefira
usá-la.
Assim, as outras pessoas que
dividem a mesma casa que o paciente está ficarão mais seguras. Se houver mais
de uma pessoa doente devido a influenza, elas podem dividir o mesmo quarto.
Em caso de crianças que estão
com a doença ao mesmo tempo, convém mantê-las no mesmo espaço até que fiquem
melhores. Se apenas uma delas está adoecida, é melhor mantê-las em quartos
separados.
Use
máscara
Usar máscara facial pode ajudar
a reduzir em 70% as chances de transmissão do vírus. É uma das recomendações
para que o paciente evite espalhá-lo durante esse período de recuperação.
Siga
corretamente o tratamento medicamentoso
Se após o diagnóstico médico,
o uso de medicamentos antivirais for recomendado, siga corretamente as
orientações médicas. Anote os horários e doses necessárias.
Mantenha
os ambientes bem arejados
É fundamental, em uma casa
onde se há um paciente doente pela influenza ou em qualquer lugar, que se
mantenha o ar limpo.
Por isso, lembre-se de deixar
janelas e portas abertas durante o dia ou sempre que possível, para o ar
circular. No quarto onde o doente dorme também é indispensável.
Mantenha-se
hidratado
Durante uma infecção viral
como a influenza, nosso organismo perde muito líquido tentando se defender do
vírus invasor. Durante o tratamento, beba muita água e fique atento aos sinais
de desidratação.
Alguns sinais de
desidratação, em adultos e crianças, são:
·
Choro sem lágrimas;
·
Quantidade menor de urina. Em bebês, é importante observar se as
fraldas estão molhadas com menor frequência ou menos pesadas;
·
Ao puxar a pele, se ter uma demora para voltar ao normal;
·
Boca e olhos secos;
·
Batimento cardíaco acelerado;
·
Crianças irritadas, com pouco energia e sonolentas.
Controle
a febre
A febre é uma dos sintomas
mais característicos da influenza A. Durante o tratamento, é importante seguir
as recomendações médicas e tomar os medicamentos corretamente, para que ela não
volte. Para isso, convém ter um termômetro em casa, para verificar a
temperatura.
Além dos medicamentos,
colocar uma toalha úmida e fresca na testa do paciente pode ajudar a deixá-lo
mais confortável.
Prognóstico
O prognóstico da influenza A,
em seus subtipos (H1N1, H2N2 e H3N2) e no vírus tipo B causa quadros clínicos
semelhantes. Contudo, nos quadros provocados pela influenza A, a ocorrência de
infecções e complicações graves é maior.
Em adultos e crianças
saudáveis, a infecção dura em média de 1 a 2 semanas, demonstrando
consequências moderadas. Em idosos e pessoas com doenças crônicas, o vírus pode
ser uma ameaça maior à saúde.
Nesses grupos, muitas vezes,
o vírus pode provocar pneumonia viral
e bacteriana e agravar sintomas pré-existentes.
Alguns estudos realizados com
pacientes infectados pelo vírus H3N2, mostraram que, comparado à população mais
jovem, o prognóstico da doença é menos favorável para pessoas com idade acima de
49 anos, sendo mais comum complicações graves para esse grupo.
Complicações
Quando o paciente não recebe
o tratamento adequado, pode acabar sofrendo algumas complicações causadas pelo
vírus ou pela instabilidade do sistema imunológico.
As complicações são mais
presentes em pacientes idosos, crianças e indivíduos com saúde vulnerável.
Nesse caso, a condição do
paciente infectado pelo H3N2 pode evoluir para os seguintes quadros:
Pneumonia
A infecção por este vírus
pode causar no paciente pneumonia viral primária e secundária. Quando acontece
de forma primária, a condição se dá pela presença da doença. Em casos
secundários, a pneumonia tem causa bacteriana.
Na pneumonia, o paciente
apresenta como sintoma febre alta e dores pelo corpo, principalmente na região
do tórax. Nessa condição, se tem uma infecção agravada nos pulmões.
Quando essa infecção, que
pode ser provocada pela influenza ou outro vírus ou bactéria secundária,
alcança os alvéolos, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória.
Doenças
pulmonares e cardíacas
As complicações cardíacas e
pulmonares que o paciente com gripe pode sofrer estão associadas ao agravamento
do quadro de pneumonia. Com o tratamento adequado, essa doença não deve
apresentar riscos como este.
O paciente deve buscar orientação
médica ainda na manifestação dos primeiros sintomas da gripe, como a febre
alta, para impedir que sua condição clínica possa apresentar esse tipo de
complicação.
Convulsões
febris
Crianças pequenas costumam
apresentar como complicações sintomas semelhantes a sepse bacteriana,
como febre alta. Cerca de 6% a 20% das crianças hospitalizadas por infecção do
vírus da influenza manifestam essa complicação.
Outras
infecções
Devido a imunidade baixa que
a infecção viral pode proporcionar no organismo do paciente, seu corpo se torna
mais frágil a outras infecções, sendo mais comum em pessoas que já apresentam
vulnerabilidade clínica e pessoas idosas.
Pneumonias bacterianas são
mais frequentes, geralmente provocadas pelos agentes Streptococcus
pneumoniae, Staphylococcus ssp. e Haemophillus
influenzae.
Como
prevenir a H3N2
A prevenção da H3N2 não se
distancia muito do que deve ser feito para evitar a gripe comum. Mesmo em
épocas de surto, é possível seguir alguns passos para evitar essa doença.
Conheça os principais:
Lave bem
as mãos
É importante manter as mãos
bem limpas. Lembre-se de higienizá-las com frequência, principalmente antes de
qualquer refeição. Quando estiver em um ambiente em que não seja possível
lavá-las, busque utilizar álcool gel.
Principalmente no inverno,
carregar consigo o álcool gel facilita a higienização e ajuda a prevenir essa e
outras doenças.
Após tossir e espirrar,
também é importante lavar as mãos, para não espalhar o vírus pela superfície
dos objetos.
Evite
ambientes lotados e fechados
Evitar ambientes lotados e
com pouca ventilação pode ajudar a conter e prevenir a transmissão do vírus.
Por essas condições, esses lugares se tornam um fator de risco para doenças
transmissíveis por secreções respiratórias como a influenza.
Em casa, procure deixar
portas e janelas abertas, para melhorar a circulação. Em transportes coletivos,
também. Mesmo com temperaturas baixas ou com tempo chuvoso, priorize a saúde
coletiva e mantenha sempre uma brecha para o ar circular.
Mantenha
uma alimentação saudável
Ter uma alimentação saudável
ajuda a fortalecer o nosso sistema imunológico. Consumir de forma natural boas
quantidades de vitamina ajuda a prevenir a gripe e traz inúmeros benefícios à
saúde.
Não
compartilhe objetos pessoais
Apresentando algum dos
sintomas ou não, evite compartilhar objetos pessoais que possam ser
responsáveis pela transmissão do vírus como talheres, copos, garrafas e pratos.
Use
lenços descartáveis e cubra boca e nariz ao espirrar
Diante dos sintomas da gripe
como tosse e espirro, use lenços descartáveis para higiene nasal. Além disso,
cubra sempre o nariz e boca enquanto espirrar ou tossir, para não espalhar o
vírus.
É recomendado que se evite
tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Quando se há o contato, deve ser feita
uma higiene adequada.
Evite
contato com pessoas que apresentam os sintomas
Para prevenir a sua saúde, é
importante evitar o contato muito próximo com pessoas que apresentam os
sintomas da doença. Durante o tratamento, uma das recomendações é que os
pacientes mantenham repouso e evitem contato com outras pessoas saudáveis para
não correr o risco de espalhar o vírus.
Se alguém próximo a você,
como um colega de trabalho ou estudo, está com os sintomas da doença, oriente-o
para que procure ajuda médica e tire alguns dias para repousar.
Vacina
A vacinação é a forma mais
eficiente de prevenção à doença e para se evitar complicações. Anualmente, se
tem campanhas de vacinação para prevenção da influenza A. No Brasil, em 2018,
deve começar a partir de 23 de abril.
As vacinas são
disponibilizadas tanto por laboratórios particulares quanto pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). Nos laboratórios particulares, o preço médio é de 130 reais.
Para os grupos considerados de risco, o SUS deve disponibilizar gratuitamente a
vacina.
Nas campanhas atuais, as
vacinas ofertadas são trivalentes, ou seja, capazes de proteger o
paciente contra a influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B, considerados pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) os vírus de maior importância
epidemiológica.
Considerando o quanto esse
vírus passa por mutações, é necessário que se tenha, todo ano, uma atualização
da vacina, para atender a necessidade da população naquele momento.
De acordo com a OMS, a vacina
aplicada em 2018 será de acordo com as cepas do vírus que estão em circulação
no mundo, o que inclui o H1N1, H3N2 e o vírus da influenza B.
A vacina, sendo assim, é o
resultado da combinação de vírus similares aos três tipos de cepas.
Ainda que a campanha de
vacinação tenha foco nos grupos mais vulneráveis ao vírus, é recomendado que
todos que puderem receber o imunizante, o façam.
Quem pode tomar?
Todas as pessoas podem
receber a vacina, mas para os grupos de risco, ela se torna indispensável. De
acordo com a Ministério da Saúde, os seguintes grupos devem ser priorizados:
·
Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
·
Pessoas com idade acima de 60 anos;
·
Gestantes;
·
Trabalhadores de saúde (médicos, enfermeiros, recepcionistas de
hospitais, seguranças etc.);
·
Povos indígenas;
·
Puérperas (até 45 dias após o parto);
·
Funcionários do sistema prisional;
·
População em cárcere;
·
Professores de rede pública ou privada;
·
Pessoas que possuem alguma condição clínica ou doença crônica não
transmissível (diabetes, obesidades, transplantados, doença renal, hepática ou
cardíaca, portadores de trissomias).
Efeitos colaterais
Os possíveis efeitos colaterais
da vacina são divididos em dois tipos: locais e sistêmicos. Incluem os
seguintes sintomas:
·
Dor no local;
·
Vermelhidão na pele (eritema);
·
Febre;
·
Mal-estar;
·
Dores musculares;
·
Reações de hipersensibilidade.
As manifestações locais, como
dor no local e vermelhidão, são sinais considerados benignos. Acontecem entre
15% a 20% dos pacientes e tende a desaparecer dentro de 48 horas após a
aplicação.
Os sinais como febre e
mal-estar, identificados como reações sistêmicas, podem acontecer entre 6 horas
a 12 horas após a vacina e permanecer por até 2 dias.
Dentro desse tempo, se os
sintomas não melhorarem, o paciente deve procurar orientação médica. Não são
efeitos colaterais comuns, sendo recorrentes em 1% dos pacientes que recebem,
normalmente quando se refere ao primeiro contato com a vacina.
Contraindicações
A vacina contra influenza
tinha como contraindicação ser evitada por pessoas com histórico de alergia grave
à proteína do ovo.
No entanto, de acordo com as
novas recomendações do Centro de Controle de Doenças (CDC) e do Comitê
Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP), nos EUA, é possível que essas
pessoas sejam vacinadas.
Essas diretrizes, propostas
no ano de 2016, colocam algumas condições para que os alérgicos recebem a
vacinação com segurança.
·
Pessoas alérgicas à proteína do ovo que apresentam urticária podem
receber a vacina da influenza, sem qualquer atenção diferente aos de outros
pacientes;
·
Pessoas alérgicas à proteína do ovo que apresentam sintomas além da
urticária, como tontura, vômitos frequentes, angioedema,
dificuldade respiratória, que possam precisar de adrenalina ou qualquer tipo de
intervenção médica de urgência, podem receber a vacina desde que seja aplicada
em um hospital, com supervisão médica disponível.
Com essas novas
recomendações, tem-se que não é mais necessário que pessoas alérgicas ao ovo
permaneçam por 30 minutos em observação, como no antigo procedimento.
No entanto, como é
recomendado para todo tipo de vacina injetável, que pode provocar tontura no
paciente, todas as pessoas devem permanecer em observação por 15 minutos, até
serem liberadas.
Pessoas que apresentam reação
alérgica ao receber a primeira dose também são consideradas dentro do grupo de
contraindicações e não devem receber novamente a vacina.
Sendo assim, vale lembrar,
que mesmo com a nova revisão acerca da vacinação para alérgicos a ovo, é
necessário tomar cuidado e seguir corretamente todo o procedimento.
A vacina também não deve ser
aplicada em crianças menores de 6 meses de idade.
Perguntas
frequentes
O vírus H3N2 ainda é pouco
conhecido entre as pessoas e, com a possibilidade de surtos, causa grande
curiosidade e preocupação em torno do assunto. Confira algumas dúvidas
frequentes:
A doença pode ser transmitida por
ingestão de carne suína ou outros derivados?
Não, não é
possível a transmissão dessa forma. Embora muitas pessoas temam a ingestão da
carne suína, diante de uma epidemia como esta, a carne que se chega ao
consumidor não apresenta risco de contaminação, por dois fatores principais.
O primeiro se dá pela
inspeção sanitária dos produtos, que deve ser feita durante todo o processo de
produção dessa carne.
Outra questão é que ainda que
o animal estivesse contaminado, após o cozimento a 70 ºC, nenhum vírus presente
na carne crua sobreviveria. Portanto, não é preciso temer essa transmissão.
Quando
acontece a campanha de vacinação?
A campanha de vacinação
contra a influenza A acontece anualmente, entre os meses de abril e
maio.
A circulação do vírus
acontece durante todo o ano, mas se torna mais frequente durante as estações de
outono e inverno, onde as temperaturas caem. Nas regiões Sul e Sudeste do
Brasil se torna ainda mais comum a expansão do vírus.
A vacina, nesses meses, estrategicamente,
é capaz de promover maior imunidade, pois durante esse período as pessoas se
aglomeram em ambientes e não há tanta circulação do ar devido a portas e
janelas mais fechadas
Após a vacinação, é possível
identificar os anticorpos protetores contra a gripe dentro de 2 a 3 semanas. O
corpo se mantém protegido por cerca de 6 a 12 meses. Dessa forma, é necessário
a vacinação anual, para reduzir as chances de complicação da doença.
Por que a vacina em
recém-nascidos só deve ser feita após os 6 meses?
A vacina contra a influenza A
só deve ser realizada em bebês após os 6 meses pois as mulheres grávidas fazem
parte dos grupos de risco também, dessa forma, elas também recebem vacina.
Assim, a vacina protege a
mãe, o feto e o recém-nascido até os seus 6 meses de vida.
Contudo, se a mãe suspeitar
que o bebê ou ela mesmo esteja com algum dos sintomas da gripe, é recomendado
que se procure ajuda médica para um diagnóstico.
Todas as pessoas que recebem a
vacina apresentam o mesmo grau de proteção?
Não, apesar da vacinação
apresentar eficácia de 50% a 85%, o seu grau de proteção pode sofrer diversas
alterações de pessoa para pessoa, pois está associado a diversos fatores como
idade, exposição prévia ao vírus e aos antígenos.
Posso acabar adquirindo a gripe
ao receber a vacina?
Não, não existe esse risco.
Por utilizar o vírus inativado, a vacina não é um perigo para as pessoas
saudáveis e pode ser realizada sem essa preocupação.
Mulheres que estão amamentando
podem receber a vacina?
De modo geral, as mulheres
que estão amamentando podem sim receber a vacina, não há contraindicações que
confirmem algum risco ao grupo. Contudo, cada caso deve ser avaliado
individualmente.
Mulheres que recebem o
medicamento para o tratamento da doença podem continuar amamentando?
Sim, não existem evidências
de que a medicação antiviral da influenza afeta ou traz efeitos colaterais para
mulheres que estão amamentando e nem para os bebês.
A vacina contra a influenza
provoca desmaios?
Sim, algumas pessoas podem
sofrer desmaios (síncope) ao receber algum tipo de medicação injetável. Para
prevenir que o paciente não sofra algum acidente, ele deve permanecer por pelo
menos 15 minutos no hospital, sob observação. Após esse breve período, se
estiver tudo bem, ele está liberado.
Por que é necessário receber a
vacina da influenza anualmente?
A vacina contra influenza
deve ser realizada anualmente pois o seu efeito garante proteção de um período
de 6 a 10 meses. Dessa forma, se torna necessário receber todo ano uma nova
dose.
Além do tempo de efeito, essa
periodicidade está relacionada às altas taxas de mutação do vírus, que ocorrem
durante a fase de replicação. Com essas variações, a população se torna
desprotegida, pois sua imunidade, mesmo tendo recebido doses anteriores, se
torna incapaz de reconhecer o novo subtipo.
Essas mutações do vírus
acontecem anualmente e são por causa desse ciclo que as epidemias acontecem. E
por esse motivo é tão importante realizar campanhas de vacinação todo ano e
atualizar os componentes da vacina para a cepa que estão circulando entre as
pessoas.
A vacina interfere no resultado
de outros exames?
Sim, interfere. Pessoas que
receberam a vacina influenza, seja fragmentada ou inativada, podem ter o
resultado de alguns testes laboratoriais para vírus com resultados alterados,
tais como os testes para o vírus HIV-1, hepatite C
e HTLV-1.
Diante da realização de algum
teste laboratorial como estes, cabe ao paciente informar aos profissionais de
saúde sobre a vacina da influenza recebida.
A vacina contra influenza pode
ser aplicada simultaneamente com vacinas para outras doenças?
Sim, as vacinas para
prevenção do vírus influenza podem ser administradas juntamente com as demais
vacinas do calendário de vacinação, isso em qualquer faixa etária.
As vacinas são aplicadas de forma
intramuscular?
Sim, a vacina contra
influenza A, quadrivalentes ou trivalentes, são aplicadas via intramuscular.
Pacientes que sofrem com algum distúrbio sanguíneo podem receber a injeção via
subcutânea.
Anualmente, enfrentamos as temporadas
de gripes sazonais e, este ano, um vírus pouco conhecido entrou em pauta. O
H3N2, subtipo da influenza A, deve ser prevenido e tratado como um perigo grave
para a saúde.
Fique atento aos sintomas e
procure ajuda médica o quanto antes. Com o tratamento, o paciente deve ficar
bem dentro de poucos dias. Todavia, sem os devidos cuidados, essa gripe pode
provocar complicações sérias ou até mesmo levar à morte.
Mantenha uma rotina de
cuidados preventivos e não se esqueça de compartilhar esse texto para que mais
pessoas possam ter acesso às informações sobre esse vírus!
Referências
Forleo-Neto,
E., Halker, E., Santos, V., Paiva, T., & Toniolo-Neto, J. (2003).
Influenza.Revista Da Sociedade Brasileira De Medicina Tropical, 36(2),
267-274. http://dx.doi.org/10.1590/s0037-86822003000200011
http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/definida-composicao-das-vacinas-influenza-para-2018/219201?inheritRedirect=false
https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2017/04/INFLUENZA-2-de-abril-de_2017-15.pdf
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